quarta-feira, 27 de julho de 2016

Documentário: A Educação está Proibida


Tenho uma paixão por documentários e, pelo Netflix, já descobri filmes surpreendentes! O último deles foi este chamado “La Educación Prohibida‘‘ (ou “A Educação está Proibida‘‘ em português). 

Já no início do filme, somos convidados à reflexão com um mito: 

“Sempre me lembro de uma aula de filosofia onde o professor nos contou uma história:

Em uma caverna havia um grupo de homens, prisioneiros desde que haviam nascido, acorrentados de tal forma que só podiam olhar para o fundo da gruta. Uma fogueira e figuras manipuladas por outros homens projetavam na parede todo tipo de sombras. Para os prisioneiros, as sombras eram a única referência do mundo exterior. Estas sombras eram seu mundo, sua realidade. 

Um dos prisioneiros era liberado e lhe permitiam ver a realidade inteira fora da caverna. Quanto tempo ia lhe tomar acostumar-se ao exterior depois de toda uma vida de confinamento? Possivelmente, a sua reação seria um profundo temor à realidade. Poderia entender o que é uma árvore, o mar, o sol? Assumamos que este homem pode ver a realidade tal qual é e entender o grande engano que era a caverna.

O professor nos explicou brevemente as interpretações do mito em relação ao conhecimento, à ilusão, à realidade, e como possivelmente estamos dentro de uma grande caverna, que por sua vez está dentro de outra. Mas não há dúvida da necessidade desse homem livre de voltar e compartilhar com o mundo o que tinha visto...“

O filme trata de expor os problemas e equívocos do modelo de educação vigente, baseado em uma hierarquização vivenciada através do medo e do sentimento de inferioridade do aluno, que não ajuda no seu aprendizado e o desinteressa pela busca do conhecimento. Juntamente a isso, o filme fala de outros modelos de educação e de outras maneiras de educar o indivíduo de forma global. 

O que mais me chamou a atenção (e a razão de ter decidido escrever no blog) foi que a grande maioria das “novas‘‘ ideias do filme como modelo de educação não eram tão novas pra mim. Mas aonde eu já tinha escutado isso??? Porque pra mim tudo aquilo fazia tanto sentido???

Ora, quem é professor Suzuki, aluno Suzuki, família Suzuki, vivencia isso todas as semanas durante as aulas de música. Uma educação baseada no amor, no respeito e no desenvolvimento de todas as potencialidades faz parte do dia a dia Suzuki. Mas, infelizmente, esse modelo ainda fica restrito a poucas áreas de educação. 

Abaixo alguns pontos interessantes do filme e também muito presentes nas aulas Suzuki: 

  • A educação ideal deve ser centrada em desenvolver-se individual e coletivamente. 
  • Não é o estudante que fracassa, é o sistema.
  • Notas e qualificações servem apenas para comparar-se, não se educa para a paz mas sim para a competição.
  • A estrutura do sistema de educação não desenvolve bons valores, mas apenas conteúdos formais.
  • O professor, durante sua formação, precisa aprender a lidar com as emoções. 
  • A participação ativa dos pais é fundamental. Antes de existir escola, as crianças aprendiam tudo com os pais e a família.
  • As crianças aprendem brincando, através do lúdico e da experimentação.
  • Precisamos educar com amor. O amor é vital para o nosso desenvolvimento e aprendizagem.
  • Os alunos tem muito que contribuir para o seu processo de educação. A educação deve ser centrada na criança, e não no que o adulto quer.
  • O professor supervisiona o aprendizado, mas não o dirige o tempo todo. Como dizia Maria Montessori, “Não me sigam, sigam a criança.‘‘
  • A curiosidade em aprender faz parte do ser humano, é impossível o “não aprender‘‘. A criança vai perdendo sua natureza curiosa e investigadora pois se cansa de ouvir sempre o que deve ou não fazer. 
  • Crianças aprendem muito umas com as outras. 
  • Devemos respeitar o ritmo de aprendizagem de cada um. 
  • A criança dá o que recebe. Se ela recebe amor e respeito, ela dará amor e respeito. 
  • As crianças aprendem com o seu ambiente e ao explorar o mundo.
  • Aprendemos com os nossos erros, não necessitamos de alguém constantemente nos apontando quando erramos. 
  • O aprendizado profundo só se dá quando há interesse, vontade e curiosidade. 
  • A formação do indivíduo deve ser integral. A arte é um direito de todos. 

Recomendo a TODOS que assistam o filme, não apenas a pais e educadores. Pois todos um dia fomos alunos, e sabemos que, na maior parte das vezes, a escola não desenvolve todo o nosso potencial. Se queremos um mundo diferente, que respeita a diversidade, onde cada um contribui para tornar o mundo melhor para TODOS, devemos começar a mudar o mais básico, que é a educação de nossas crianças. 

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